Como lidar com a culpa de gastar mais do que ganha?

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Você trabalha com o que gosta: é bem-sucedido, ganha bem, tem um padrão de vida confortável. No entanto, sem que você saiba como, o fenômeno aparece. Ao fim do mês, você conseguiu gastar mais do que ganha. E, antes mesmo que consiga compreender o que se passa, já é imediatamente esmagado pelo sentimento de culpa.

Nesse caso, longe de fazê-lo mudar de comportamento ou levá-lo a montar uma planilha de gastos e reavaliar as finanças, a culpa aparece como um elemento autodepreciativo. O sentimento é capaz de fazê-lo sentir-se deprimido, o que pode, mais uma vez, se refletir no modo como você gasta.

Então, você se depara com as finanças em frangalhos, e se sente imobilizado e inerte diante do peso da culpa que carrega por não ter sido capaz de se controlar.

Bom, a má notícia é que é improvável que você normalize sua situação financeira se não se desvencilhar da culpa. Mas a boa notícia é que este texto lhe ensinará a lidar com esse sentimento e trilhar um caminho produtivo a partir dele! Quer saber mais? Continue lendo!

Por que gasto mais do que ganho?

Em primeiro lugar, nossa relação com o dinheiro reflete muito mais do que a nossa condição financeira. Ela também diz sobre nossos medos, ansiedades, anseios e desejos. Nesse sentido, gastar mais do que ganha é, frequentemente, um sinal de que algo não vai bem na cabeça — não na conta bancária.

Na verdade, assim como comer demais ou beber descontroladamente, consumir além das próprias condições pode ser uma resposta para alguma insatisfação estrutural na vida, ou para um momento de crise pontual.

Trabalhar com algo de que você não gosta, terminar um relacionamento, ou estar longe da família. Estar insatisfeito com seu corpo, sentir-se inadequado na sociedade em que circula. Ter tido um dia difícil, ou vivenciar uma discussão boba de trânsito. Enfrentar um caso grave de doença na família. Tudo isso pode ser um gatilho para o consumismo desenfreado.

Assim, a compra em excesso é uma tentativa de compensar a tristeza ou a depressão causadas por outros fatores. Afinal, gastando muito ou adquirindo itens ou objetos luxuosos e caros, você experimenta um pico de prazer. No momento da compra, seu cérebro libera grande quantidade de endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar.

Portanto, tais vulnerabilidades — os gatilhos do consumismo — são pessoais, e identificá-las demandará uma reflexão profunda. E entender quando e como você gasta quando faz compensações emocionais é o primeiro passo para se livrar do consumismo e fazer um uso mais inteligente e sustentável do dinheiro.

A compreensão sobre as compensações emocionais também é importante para atenuar a sensação de culpa. Inclusive, tal sentimento surge exatamente do entendimento de inadequação do comportamento: o gasto excessivo não é tolerado por quem gasta, que tende a se punir como resultado.

A resposta psicológica, no entanto, pode levar a pessoa a se afundar ainda mais nos seus próprios problemas. É como se, diante da inadequação dos meus gastos, eu só conseguisse me consolar gastando ainda mais.

Frequentemente, a culpa não traz qualquer resultado construtivo. Portanto, é melhor diminuir ao máximo esse sentimento dentro de você. E aposte em estratégias que, efetivamente, podem ajudá-lo a mudar de comportamento e melhorar sua relação com o dinheiro.

O que posso fazer para parar de gastar mais do que ganho?

De fato, algumas mudanças de comportamento e técnicas de autocontrole poderão ser muito úteis no processo de correção do descontrole financeiro. Vejamos algumas delas:

Pague-se primeiro

Pode parecer ousado fazer uma poupança enquanto você está endividado, mas se trata de reservar um dinheiro e colocá-lo separado do seu fluxo financeiro. Então, assim que o salário chegar na conta, separe uma pequena fatia e invista.

Mantenha consigo mesmo o compromisso de fazer com que esse dinheiro permaneça ali, a salvo de arroubos consumistas. Com certeza, esse exercício de autocontrole te devolverá confiança e ajudará a afastar a culpa.

Anote todos os seus gastos

Faça uma espécie de diário com tudo o que você compra. E anote na hora — não deixe nada para mais tarde.

Essa estratégia te ajudará não só a ter um inventário de tudo em que seu dinheiro tem sido gasto — para descobrir os ralos emocionais — como, no momento em que você for fazer a anotação, a ter uma segunda chance de se questionar sobre aquela compra. E, eventualmente, se desvencilhar dos impulsos.

Procure prazer em outros lugares em vez do shopping

Essa frase tem um sentido tanto literal quanto figurativo. Não vá à toa passear no shopping ou em centros de compras; opte por parques, shows, teatros, cinemas e praças para circular despreocupadamente. Nesses locais, seus olhos não serão assediados por ofertas de compras.

Busque em outras atividades o prazer sentido com o consumo, como esportes ao ar livre, passeios de bicicleta, encontros com os amigos, aulas de dança, maratonas de seriados, ou até um bom livro.

Lembre-se: existem opções de graça, ou muito baratas, que poderão satisfazer suas ansiedades.

Antes de comprar, dê uma volta para pensar

Você está diante do balcão, com o produto e o cartão de crédito em mãos, pronto para comprar. Nesse momento, pare tudo e saia para dar uma volta.

Por mais difícil que isso possa parecer, obrigue-se a interromper o ato. Vá pensar se você realmente precisa daquilo que está comprando. E, caso seja mesmo uma necessidade, se o negócio que está fazendo é o melhor. Depois, volte apenas se concluir que realmente quer e precisa comprar aquilo.

E se, ainda assim, eu escorregar?

Antes de mais nada, perdoe-se. Naturalmente, nenhuma dica é infalível, e em algum momento você poderá se descontrolar. Nesses casos, não permita que a culpa se apodere de você. Nada de fragilizar-se e perder tempo com autoflagelação e autodepreciação.

Afinal, ciente de que sua relação com o dinheiro está sujeita a suas oscilações emocionais, você precisará se observar para o resto da vida, em um exercício contínuo de autocontrole. E não deixe de garantir fontes de prazer na sua vida no cotidiano!

Nesse sentido, exercícios físicos regulares são fundamentais para produzir efeitos semelhantes ao êxtase de uma compra para um consumista. Então, opte por escolhas saudáveis — não apenas para garantir a qualidade da sua vida financeira, mas, sobretudo, para manter um bom equilíbrio de corpo e mente.

E então, já se deparou muitas vezes com a situação de gastar mais do que ganha? Quais são as estratégias você usa para não cair na armadilha do consumismo? Deixe um comentário!

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By | 2017-01-02T11:59:24+00:00 12 de dezembro de 2016|Educação Financeira, Sucesso Financeiro|