feminismo

Ontem na TV brasileira travou-se uma batalha épica do machismo contra o feminismo no reality de cozinheiros profissionais. Se você também abriu mão de horas de sono, saiba que você assistiu, na verdade, a morte do Masterchef Brasil.

Em meio às polêmicas nas redes sociais, a competição ganhou visibilidade. Bandeiras feministas e machistas foram levantadas e defendidas com unhas e dentes. No fim, o resultado que levantou inúmeras suspeitas anunciou a morte do Masterchef Brasil.

Nesse artigo, vou te explicar como um reality internacional de renome afundou quando se rendeu à “Síndrome do Coitadismo” brasileiro.  Continue lendo!

Resultado Suspeito

Antigos adversários e milhares de telespectadores receberam com ar de espanto o resultado da competição. Há relatos de que os bastidores pegaram fogo com xingamentos aos jurados e a saída de “fininho” dos mesmos logo após o encerramento da transmissão ao vivo.

A primeira nota apurada já trouxe muitas suspeitas. Durante a degustação, não houve nenhum prato com erros absurdos apontados. Pelo contrário, os jurados só teciam elogios. Então, como o Marcelo poderia ter recebido uma nota 2 (de um total de 10) em um prato longamente elogiado?

Naquele momento, eu entendi que a vitória da Dayse tinha sido costurada pelo programa em função do feminismo. Acredito, de verdade, que a Dayse seja uma excelente chef de cozinha, mas durante a competição ela não mostrou a ser a melhor competidora de forma consistente.

Ficou claro que a direção do programa queria ganhar apoio de um grupo de telespectadores defensores dos pobres coitados e do feminismo. Com isso criaram mais polêmica, acabaram com a credibilidade de um reality bem-conceituado e anunciaram a morte do Masterchef em rede nacional.

Imagine assistir a próxima temporada sabendo que levará o prêmio aquele que gerar mais afinidade com o público e se mostrar mais frágil? Ao invés de ser o melhor da competição?

Virou novela ou aquele antigo programa “Você decide”…

A direção do programa errou. E errou feio!

O problema não está no feminismo (nem no machismo)

A questão não está no feminismo em si (nem no machismo). O problema é que tudo está se transformando em posição extremista. O atual modelo de feminismo ao invés de pregar igualdade (no sentido de equidade, julgamento justo), vem pregando um modelo de exclusividade ou preferência.

Não precisamos de mais coitados. Precisamos de iguais condições. O que importa são as habilidades, a competência, ser o melhor no que faz.

Quando a concorrente se inscreveu no programa, ela passou pelos mesmos testes de seleção. Durante a competição, teve acesso aos mesmos recursos que os demais concorrentes: equipamentos, ingredientes e etc. Foi cobrada em termos de tempo e dificuldade como todos os outros em cada prova.

Então, se existiram atitudes de superioridade de gêneros na competição por parte dos participantes, a direção do programa deveria combatê-la com vigor e punição imediata aos envolvidos. Isso mostraria muita seriedade e respeito do programa aos concorrentes independente de sexo, cor da pele, religião e etc.

Não seria mais adequado?

O feminismo atual não me representa

Você deve estar se perguntando como eu, mulher, não está defendendo a Dayse nem o feminismo. Seguinte: a forma atual de feminismo que nos coloca em uma posição de fragilidade não me representa. Eu não defendo os coitados, eu defendo os mais competentes (sejam homens ou mulheres).

As mulheres do passado, queimaram seus sutiãs e exigiram seus direitos de igualdade e oportunidade. Isso eu defendo, mas eu não defendo o “mi-mi-mi”, o “coitadismo”, “ah…eu sou mulher e sou mais frágil”.

Assim como a Dayse, escolhi uma profissão bastante masculina aos olhares da população. Sempre fui minoria na área de informática, mas nunca me senti inferior nem coitada. Pelo contrário, sempre impus respeito e sempre me mostrei tão competente quanto eles.

Já assisti aula na faculdade numa sala com, aproximadamente, 30 homens em que eu era a única mulher. No trabalho, já fiz parte de uma equipe com 40 colaboradores (dentre eles, somente 3 eram mulheres) e eu era a única mulher com um dos salários mais altos da equipe. E antes que você pense bobagens, nunca sofri assédio nem fiz “testes de sofá” para ser promovida. Todos sabem que respeito é bom e eu exijo.

Se a Dayse tomou tapa na cara, ela tinha que ter ido à delegacia naquele dia. Se ela foi xingada ou convidada a varrer o chão ela tinha que dar uma resposta à altura, denunciar, fazer o que fosse necessário. Isso é exigir respeito.

Se inscrever na competição é igualdade de direito. Chegar à final, é meritocracia. Agora, se lamentar em frente à TV e gerar comoção não deveria representar nenhuma mulher nesse país. Porque ao invés de promover meritocracia promoveu-se o “coitadismo” como forma de vencer. Isso nos coloca em uma posição de fragilidade. Como autora do Professores do Sucesso, me senti na obrigação de mostrar que fragilidade é um caminho inadequado para conquistar sucesso verdadeiro.

Para mim, o Masterchef Brasil está morto e o feminismo atual não me representa. Pronto… falei!

(artigo atualizado em 15/12/2016)

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