Por que quebrar o cartão de crédito não resolverá os problemas?

Por que quebrar o cartão de crédito não resolverá os problemas?

Para muitas pessoas, utilizar o cartão de crédito é uma atividade comum do dia a dia, que alia vantagens como comodidade e rapidez com o conforto de não ter que andar com dinheiro na carteira. Entretanto, os elevados níveis de inadimplência mostram que esse tipo de facilidade está sendo usado de forma errada pelos consumidores. Originado nas taxas de juros estratosféricas e na falta de educação financeira das pessoas, o fenômeno do superendividamento vem aumentando de forma considerável entre as famílias brasileiras.

Muitas vezes o problema não está no cartão de crédito em si, mas no descontrole e no seu uso de forma indiscriminada. Para evitar que você caia na armadilha dos juros e fique sem condições de pagar suas dívidas, preparamos uma série de explicações e dicas em relação ao tema. Confira!

Quais são os tipos de cartão de crédito existentes? E qual é o melhor?

As instituições normalmente oferecem o cartão na versão básico e na versão diferenciada. Enquanto a primeira serve apenas para o pagamento de compras, contas ou serviços, a segunda possui o adicional de ter programas de benefícios e recompensas para seus clientes, que vão proporcionar cada vez mais pontos e vantagens à medida que você compra.

Porém, o melhor cartão de crédito para você deve ser escolhido com base em outros fatores. O principal deles é o valor das anuidades e taxas cobradas. Normalmente, os cartões mais baratos ou até mesmo gratuitos são os básicos, que não oferecem nada além do próprio cartão. Por isso, muitas vezes é melhor abrir mão de “benefícios” e “exclusividade” por ter um cartão melhor para pagar menos.

Qual o efeito dos juros nas compras do cartão de crédito?

O principal ponto ao qual o consumidor deve prestar atenção no momento de usar seu cartão de crédito é a taxa de juros oferecida. É muito comum que as pessoas não saibam ao certo como o quanto de juros estão sendo cobrados, e essa irresponsabilidade pode fazer com que a dívida chegue a um ponto de descontrole e piore a situação financeira da pessoa.

O cartão de crédito é a modalidade que possui as taxas mais altas do mercado. Os juros cobrados no cartão, quando pagamos o mínimo ou a fatura é atrasada, já estão em 414% ao ano, enquanto as do cheque especial chegam a 263,7%. Por isso, tente evitar de todas as formas esses dois tipos de crédito.

Vamos a um exemplo do que acontece quando se atrasa o pagamento do cartão de crédito:

Se você deixar de pagar uma fatura de 700 reais, no mês seguinte você estará devendo R$105 de juros, R$14 de multa e R$7 de mora, totalizando um valor de 826 reais. Repita isso por um ano e sua dívida será de cerca de 5100 reais. Ou seja, em 12 meses sua dívida será multiplicada por 7, e você terá que pagar pelo menos 4400 reais só de juros para a empresa de cartão de crédito.

Agora pense em tudo que você poderia fazer com 4400 reais a mais no bolso e não vai poder, porque teve que pagar juros sobre juros de uma dívida que com certeza poderia ser evitada. É esse o efeito destrutivo que o cartão de crédito pode ter na sua vida financeira.

Como usar o cartão de crédito com responsabilidade?

1. Limite o uso do cartão até determinado nível

A principal medida para evitar o endividamento excessivo é não deixar que as faturas a serem pagas ultrapassem 30% da renda mensal. O consumidor que fizer uso do cartão de crédito deve observar qual será o total que sua fatura vai somar com aquela nova aquisição, e não só o valor das novas parcelas.

Por isso é recomendável que se saiba exatamente o valor do seu orçamento mensal para ter uma ideia de quanto você poderá pagar nas suas compras a prazo. Se um controle rigoroso não ocorrer, o devedor poderá se complicar com os juros e passará a ter dificuldades na sua vida financeira.

2. Se esforce para pagar a fatura integralmente

Os juros cobrados no pagamento integral ou atraso na fatura do cartão de crédito são os mais altos do mercado. Ao pagar só o “valor mínimo” ou parcelar a quantia, a dívida acumula para o mês seguinte e fica cada vez mais alta. Com isso, o débito entra no crédito rotativo e acontece a incidência dos famosos “juros sob juros” sobre o valor quitado, que vão de 11% até 17% ao mês, transformando o saldo da fatura em uma bola de neve.

Atrasar o pagamento da fatura também faz com que sejam cobrados juros diários, proporcionais à quantidade de dias em atraso, pela taxa de 1% ao mês. Além dos juros por atraso, é cobrada também a multa por atraso, a uma taxa de 2%, aplicada independentemente do número de dias em atraso.

3. Compras à vista e no débito são melhores, sempre

O cartão de débito e o dinheiro permitem que você gaste só aquilo que você tem. Já ao comprar no crédito, as pessoas têm a sensação de estarem comprando sem gastar nada, pois só vão pagar no futuro. A “dor” da compra é menor, o “sacrifício” de gastar seu dinheiro é menos sentido, e isso facilita que se compre com menos racionalidade e mais impulso. O final dessa história todos já sabem: descontrole financeiro, dívidas e dor de cabeça.

Por isso, prefira sempre pagar à vista do que parcelar no seu cartão. Normalmente, você consegue economizar e barganhar descontos se pagar diretamente no dinheiro ou no cartão de débito, já que o comerciante não terá que pagar as taxas para a administradora, para o banco e nem para a bandeira do cartão. Comprar com cartão de crédito não custa mais só para o cliente, mas também para o vendedor, que obviamente repassa todos os custos para o preço do produto.

4. Se possuir dívidas no cartão, negocie o mais rápido possível

Ao se reunir com o credor na hora de renegociar suas dívidas, relate sua situação financeira de forma clara e honesta e exponha o quanto você pode pagar. Proponha alternativas que mostrem ao banco que você está realmente interessado em saldar a dívida de uma vez por todas.

Sugira uma diminuição de juros, um aumento no número de parcelas a serem pagas ou pela quitação total da dívida à vista com algum desconto. Não aceite a proposta que receber sem pensar a respeito. Só feche o negócio quando tiver certeza de que a nova proposta cabe no seu bolso, pois ela será um novo compromisso que você assumirá.

5. Aproveite os programas de pontos e milhagem

Normalmente, as empresas e administradoras de crédito possuem programas de fidelidade, que oferecem pontos e vantagens para quem utiliza seus cartões. Ao acumular esses pontos, você pode trocá-los por alguns produtos e serviços, como passagens aéreas, itens eletrônicos, descontos em compras, prêmios, entre outras coisas. Isso possibilita a recuperação de uma pequena parte do dinheiro que está gastando ao pagar suas compras com o cartão de crédito.

É claro que os pontos que você acumula nesses programas são uma migalha perto dos lucros que as empresas têm com seu cartão de crédito. Porém, se utilizado com inteligência, esse sistema pode te beneficiar, ajudando a economizar e a gastar menos.

Como não cair nessa armadilha?

A irresponsabilidade é o principal vilão nesse cenário de crédito fácil disponível no mercado. Pagar altos juros para bancos e instituições financeiras é o mesmo que entregar de bandeja o seu dinheiro, fazendo com que banqueiros fiquem ainda mais ricos e que você continue em uma situação financeira apertada. Não caia nessa!

Sendo assim, eduque-se financeiramente e conheça as melhores práticas para fazer bom uso do seu dinheiro. Evite ao máximo entrar na ciranda do endividamento, e, quando precisar entrar, organize-se de todas as formas possíveis para sair o mais rápido dessa situação.

Nossas dicas foram úteis para você aprender como usar melhor seu cartão de crédito? Esperamos que sim! Para acompanhar nossos conteúdos, não se esqueça de curtir a nossa página no Facebook!

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By | 2017-01-02T11:59:35+00:00 15 de agosto de 2016|Educação Financeira, Sucesso Financeiro|