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Quando um casal decide dar um passo a mais no relacionamento e oficializar a união, não são só o estado civil e o espaço no apartamento que mudam. Também é preciso pensar nas finanças — agora coletivas — e evitar as longas brigas e desentendimentos que isso pode causar.

Dívidas, excesso de gastos ou falta de dinheiro devem estar diariamente na pauta de conversa do casal. E deve ocorrer antes que esse problema ganhe proporções inesperadas e destrutivas. Isso porque, após o casamento, o dinheiro passa a influenciar diretamente o relacionamento entre duas pessoas.

Se as contas estão em dia, ok. Vocês, como casal, terão mais tranquilidade para realizar um planejamento financeiro e viver com foco total em outras prioridades.

Entretanto, se o contrário ocorrer, fique atenta ao sinal de alerta: vocês podem acabar se desgastando afetivamente pelo simples fato de não conseguirem cumprir com responsabilidade a obrigação de liquidar as contas. A isso não há casamento que resista, não é mesmo?

Mas não se preocupe. A seguir vamos dar 10 dicas para ajudar vocês dois a evitar esse tipo de problema e manter o foco total no controle das finanças no casamento. Vamos lá!

1. Esqueçam que o dinheiro é seu ou dele: o dinheiro é da família!

Quando duas pessoas se casam, elas se tornam um time. E assim como num time de verdade, passam a trabalhar para conquistar o melhor resultado sempre, em tudo. E isso envolve também — e principalmente — as contas. Elas deixam de ser suas ou dele e passam a ser do casal.

Funciona mais ou menos como em uma empresa. Uma determinada porcentagem do que o estabelecimento consegue fazer render no fim do mês não é do dono, nem do sócio, nem do gerente. É, simplesmente, da empresa: para o seu crescimento e para a sua melhoria. Assim deve ser também com o dinheiro da família. Então, preste atenção.

Entendam que quase sempre não se mantém o mesmo padrão de vida da época de solteiro. Além de você mesmo, há outra pessoa com que se preocupar. O problema, as dívidas, as contas e tudo que for relacionado a dinheiro deixa de ser algo individual. Agora, é dos dois.

Então, aceite que não fará mais nada sozinho. Você deve explicação ao outro e precisa decidir em conjunto antes de investir em uma compra maior.

2. Aprendam a conversar e definir juntos as prioridades

Se são um casal, logicamente, isso significa que vocês têm metas e objetivos em comum. Porém, não se esqueçam de que o percurso até lá é feito em conjunto. Precisa do sacrifício e da disciplina dos dois para controlar os gastos até que consigam conquistar o que desejam. A entrega deve ser de ambos. Sempre.

Assim, é importante que vocês entendam que ninguém está sustentando ninguém só porque um de vocês trabalha fora ou porque a diferença salarial entre vocês é grande. Não é assim que funciona.

A decisão de só um dos dois trabalhar fora deve ser conjunta, não esqueça. Talvez valha mais pena manter um de vocês em casa para economizar com faxineira ou babá, por exemplo.

Mas se um ganha mais que o outro é preciso entender que isso pode variar muito de profissão para profissão. E, portanto, jamais deve ser motivo de desavenças ou cobranças. Cada um faz o que pode e ninguém está fazendo favor a ninguém. Afinal, vocês não são colegas de quarto. São um casal e precisam aprender a pensar juntos!

3. Sejam sempre transparentes um com o outro

Quando o assunto é finanças a dois, a transparência é a chave para o sucesso. Evite esconder despesas do outro por vergonha ou gastos excessivos. Isso é traição financeira, algo tão nocivo para uma relação quanto qualquer outro tipo de traição.

No fim das contas, afinal, todo mundo tem impulsos e momentos de fraquejo de vez em quando e acaba fazendo compras desnecessárias ou gastando no que não deve. Quando isso acontece, busque o apoio no outro, por mais que ele se chateie no começo.

O que vale, nesse caso, é a sinceridade e a cumplicidade entre vocês dois. Esse é um incidente que precisa ser considerado, porque exige o replanejamento financeiro da família. Guardar uma dívida só para si pode acabar em desgaste devido à obrigação secreta da pessoa em querer liquidá-la.

Só cuidado para que esse tipo de impulso não vire rotina e um costume para ambos. É preciso sempre manter o foco!

4. Decidam por uma conta conjunta ou separada

A maneira como vocês vão dividir o dinheiro pouco importa. O que importa é chegar a um consenso e fazer dele a melhor forma de se planejar financeiramente. Assim como tem o lado ruim, a conta-corrente conjunta também pode ser uma mão na roda, ao obrigar vocês a encarar esse grande passo na vida de ambos. Não há mais um “eu”, agora há um “nós”.

Se é difícil chegar a um ponto em comum entre manter uma única conta corrente onde os dois depositam o seu salário na integralidade, ou, então, cuidar, cada um, das suas finanças buscando a divisão dos gastos, tentem chegar a um meio-termo.

Uma boa solução é criar uma conta conjunta em que cada um deposita a proporcionalidade do salário. Porém, manter também uma conta individual, para os valores restantes e despesas individuais.

O que importa, na verdade, é não mais agir como se apenas os seus interesses e suas prioridades fossem os mais essenciais. É preciso entender e aceitar também as prioridades e os gastos do outro. E lembrar sempre que as despesas individuais agora ganharam outra proporção. Afinal, vocês estão no mesmo barco, não é mesmo?

5. Dividam as responsabilidades

Vocês não precisam eleger apenas um para cuidar da contabilidade da casa. Pelo contrário. O ideal é o que os dois tenham noção da situação financeira em que se encontram. Mesmo que apenas um de vocês não seja o responsável por essa tarefa.

Para isso, uma boa alternativa é compartilhar as obrigações. Enquanto um fica responsável por pagar as contas do dia a dia e cuidar do fluxo de caixa familiar, com uma planilha financeira bem detalhada, por exemplo, o outro pode se concentrar em estar sempre em busca dos melhores investimentos e aplicações do mercado para fazer o dinheiro render.

Mas não esqueçam: a decisão final em relação a tudo o que acontece — mesmo quando aparenta ser de pequena importância — deve ser sempre conjunta. Não se resolve nada sozinho. Vocês são um casal e isso deve estar sempre em primeiro plano.

6. Conheçam os exatos limites financeiros da família

Independentemente da função de cada um nas finanças no casamento, entendam que é de extrema importância que os dois tenham noção da situação financeira da família — inclusive aquele que não sabe e não gosta de mexer no dinheiro.

Afinal, não gostar não significa descaso. Ambos têm a responsabilidade de proteger o patrimônio da família e isso só é possível com discernimento e percepção da própria realidade.

Dessa forma, o primeiro passo é conhecer o “fluxo de caixa” familiar. É impossível saber quais são os limites financeiros que vocês têm sem controlar quanto entra e quanto sai mensalmente. Isso é a lição básica, o mínimo para que vocês saibam aonde podem chegar!

7. Reduzam os gastos

Se o problema não está em apenas evitar novos gastos, mas também em equilibrar as contas que estão no vermelho, tirem um bom tempo juntos para avaliar cada um dos gastos fixos mensais. O que for possível cortar, cortem. Nem que, mais tarde, quando a situação já estiver normalizada, vocês voltem a adquirir determinados serviços.

A decisão, no entanto, precisa ser conjunta. O casamento deve ser encarado como uma grande negociação e, portanto, os dois lados devem estar prontos para ceder.

A TV a cabo é necessária neste momento? Vocês precisam mesmo de dois carros? Passar no mercado todos os dias para matar desejos culinários é realmente indispensável? Comer fora todos os dias ou todos os fins de semana não virou um gasto desnecessário? E o plano do celular, será que não virou um exagero?

Às vezes, quando colocamos todos os gastos no papel percebemos que alguns não passam de despesas extremamente desnecessárias. Abrir mão é saudável no casamento, ainda mais quando se trata de dinheiro. Comprem somente aquilo que for de extrema necessidade.

8. Fujam das dívidas a todo custo

Não importa se vocês ainda não chegaram à situação mais crítica ou se acabaram de sair de uma. O que importa é colocar uma regra desde o primeiro dia do casamento: evitem fazer dívidas. O motivo? Porque sim. Só isso.

Na verdade, existem muitas razões que levam uma família ao endividamento. Mas, em geral, ele acontece por mero descontrole e gastos excessivos com coisas e objetos extremamente desnecessários. Se você parar para pensar conseguirá perceber que é exatamente isso.

Chegar a esse ponto significa sofrer para sair e até, finalmente, conseguir voltar a juntar dinheiro. Afinal, você vai precisar sacrificar muitos meses de compras e serviços de que realmente gosta para fazer normalizar a situação. Ninguém quer isso, não é mesmo?

Então, façam esse acordo entre si e apoiem um ao outro quando o caso for mais difícil. É melhor abrir mão de coisas legais agora e estar um pouco mais livre para despesas supérfluas amanhã do que ver a sua situação financeira apertar um pouco mais a cada dia.

9. Foquem sempre na solução a dois, jamais apontem culpados!

Esta é a regra de ouro de uma relação e serve para tudo, sempre. Inclusive — e principalmente — para o que envolver dinheiro. Quando surgem problemas financeiros, a reação natural costuma ser a de encontrar os culpados e apontar o dedo. Nem sempre conseguimos controlar esse tipo de atitude, mas pense bem: isso vai mudar alguma coisa?

Então, é de extrema importância que vocês aprendam a controlar esse tipo de comportamento e fazer o contrário: sentar, conversar e procurar juntos a solução. A preocupação não é só sua, então divida a responsabilidade: o que cada um pode fazer para resolver esse problema?

10. Definam aonde querem chegar

Depois que a situação financeira já estiver normalizada, vocês já podem voltar a sonhar com aquilo que realmente desejam. Afinal, a meta de sair do sufoco já foi alcançada e, agora sim, vocês estão prontos para seguir adiante. Mas cuidado para não extrapolar! Mantenha o pé no freio!

Aproveitem que estão na fase de recomeçar para manter o controle e o planejamento financeiro das contas e evitar que a situação volte à estaca zero. É o momento certo, por exemplo, de estabelecer metas e correr atrás delas.

O que vocês mais desejam? Comprar uma casa na praia, trocar de carro, fazer uma viagem? Definir as metas em grandes prioridades significa tornar o sonho mais real e próximo de ser alcançado. E com o planejamento e a disciplina aprendidos, o trabalho para alcançar o resto fica bem mais fácil, você concorda?

Conviver com outra pessoa já é uma tarefa bem difícil e um desafio diário, não é mesmo? Então, procure não tornar essa convivência ainda mais complicada e tumultuada por causa de dinheiro.

Gastos excessivos só vão levar à insegurança física e emocional de ambos e sacrificar a sintonia e a confiança que existem entre vocês dois. E ninguém quer isso em uma relação que deveria estar sendo leve e divertida para os dois.

Então, procure manter bons hábitos financeiros desde o início da relação — e, se possível, antes mesmo do casamento. Leve as finanças a sério e, aos poucos, vá descobrindo a maneira mais adequada de lidar com o dinheiro a dois. O que você não pode é permitir que ele se torne o alvo principal de todos os acontecimentos — bons e ruins — da sua união.

Afinal, o bem mais precioso de um casamento não tem valor econômico algum. Não é mesmo?

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