8 tópicos sobre dinheiro que todo casal deve discutir antes de subir ao altar

Se você notou que, atualmente, há mais publicações sobre casamento no Facebook, não é coisa da sua cabeça. É verdade: as pessoas estão se casando.

Agora, se também pensa nesse assunto, certifique-se de que vocês conversaram sobre a parte prática das coisas.

“Você vai querer ter uma comunicação boa e aberta sobre onde você está financeiramente e quais são seus objetivos financeiros”, diz Mikel Van Cleve, planejador financeiro certificado e diretor de consultoria de finanças pessoais na USAAa. “É importante que o casal se reúna e entre em acordo, a fim de evitar conflitos mais tarde no relacionamento.”

Apesar de conversas sobre dinheiro não serem nada românticas, elas devem acontecer. Afinal, assuntos sobre o dinheiro podem se transformar em questões maiores e terminar em divórcio. Então, antes de darem o próximo passo, conversem sobre estes oito tópicos.

Qual é a sua filosofia quando o assunto é dinheiro?

Antes de entrar nos detalhes sobre conta conjunta e planejamento imobiliário, comece por entender o histórico financeiro do seu parceiro. “Comece a falar sobre sua relação com o dinheiro, de onde ela você vem. Tente entender como a outra pessoa lida com o dinheiro”, diz Andy Smith – planejador financeiro e consultor financeiro na Mutual Fund Store.

Você deve descobrir como o outro se sente em relação ao dinheiro e o propósito dele em sua vida. Um bom tópico para começar: O que seus pais te ensinaram sobre gastar, poupar e doar?

Qual é a sua situação financeira?

Além de entender o que seu parceiro pensa sobre gastar e poupar, é importante saber como ele chegou a essas conclusões. O dinheiro foi escasso durante a infância? Houve desgaste no relacionamento anterior por causa de dinheiro? Lidar com dinheiro foi um problema no passado?

“Quando compartilham histórias, na maioria das vezes, é mais fácil os parceiros compreenderem um ao outro“, diz Michael McNulty, Ph.D. No Chicago Relationship Center e Master Trainer no Instituto Gottman.

McNulty citou o exemplo da filha de um ministro que cresceu com muito pouco e foi ridicularizada pelos colegas de classe por causa da maneira como se vestia. Quando pode se bancar por conta própria, ela desenvolveu interesse por moda. Então começou a comprar roupas mais caras para contrabalançar os problemas vividos na infância. Ela associou o ato de vestir-se bem com a sensação de sentir-se aceita pelas pessoas, McNulty explicou. Porém, para os valores financeiros de seu marido, seus gastos pareciam irresponsáveis. Quando ela se abriu e contou ao marido sua história, ele compreendeu e se pode comprometer com um orçamento mais elevado para vestuário.

Devemos fazer um acordo pré-nupcial?

“Para quem está considerando um casamento, eu recomendo altamente um acordo pré-nupcial”, diz Katie Gampietro Burke, CFP em Wealth by Empowerment. “Infelizmente, a maioria dos casamentos termina em divórcio. Por que não ter essa conversa quando pode tê-la? Não precisa falar necessariamente quem vai ficar com a casa, mas o lado financeiro das coisas”.

Se considerar muito nebuloso falar em acordo pré-nupcial, Burke sugere discutir um pacto pós-nupcial. Após o casamento, o casal cria um documento alterando o regime da comunhão de bens. Esse documento tem o mesmo propósito de um acordo pré-nupcial, porém permite discutir o assunto sem a pressão do casamento iminente.

Mesmo que o casal não considere necessário um pacto pré-nupcial é recomendado, ao menos, ter uma conversa a respeito desses fatores.

Quais são seus objetivos financeiros?

Não é porque existirão duas fontes de renda que você poderá ter tudo o que quiser. “Existem necessidades e desejos que são mais importantes do que outros”, disse Smith.

Seja tirar várias férias ao longo do ano ou comprar um carro melhor, as prioridades de vocês nem sempre serão as mesmas. Por isso, elaborem listas independentes de seus desejos e necessidades para que possam detectar possíveis conflitos antes de eles surgirem.

Depois de casados, é importante rever os objetivos financeiros acordados. Tornem-nos mais específicos e detalhados (por escrito) e estabeleçam uma linha de chegada. Sejam realistas com os prazos, mas ao mesmo tempo pensem grande e não tenham medo de desafiar a si mesmos. Mas por agora, ter uma ideia geral do que seu parceiro quer alcançar com o dinheiro da família é um excelente começo.

Quais são os seus objetivos de vida?

Um de vocês planeja ficar em casa com as crianças por um período de tempo? O que você está esperando para realizar no curto prazo? Onde você quer estar daqui a 20 anos? Você quer viajar? Você não precisa de um planejamento todo esboçado em sua cabeça, porém quanto mais cedo falar sobre suas ideias para o futuro, maiores serão as chances de conseguir o que quer.

Quando se tratar de aquisições maiores, como a compra da casa, será interessante optarem por fazer mais para frente. Assim terão tempo para acumular uma boa entrada, aumentar o valor da carta de crédito e pagar menos juros. Você não quer surpresas desagradáveis como ser reprovado no financiamento ou ter uma carta com valor abaixo do esperado, certo?

Quanto mais cedo falarem sobre isso, melhor. Comecem verificando as possibilidades financeiras do casal: simulem quanto devem poupar e quanto conseguem financiar, por exemplo.

Como será o dia-a-dia?

Se você ainda não tem um orçamento, esse é um bom momento para começar a colocá-lo em prática, aconselha Van Cleve: “É importante saber como serão as finanças quando elas se unificarem. Qual a será a renda do casal? Quais serão as despesas? Quais contas cada um vai pagar? Como vão compartilhar essas obrigações juntos?

Tire uma fotografia geral do orçamento do casal antes do matrimônio – fale sobre o básico: como quanto pode colaborar com a compra da casa, quanto você poderá contribuir para o casamento e como você vai conseguir atingir seus objetivos financeiros e pessoais.

Depois de casados, vocês podem elaborar um orçamento mais detalhado com as contas e as despesas do dia-a-dia. Mas não basta definir e esquecer o orçamento de lado – é necessário revisá-lo todos os meses, sugere Van Cleve, e fazer ajustes, se necessário.

Esse check-up mensal também é um bom momento para falar sobre metas financeiras de longo prazo: “É um bom momento para reavaliar as metas financeiras de longo prazo do casal e criar um plano para alcançá-las. Um plano pode significar coisas diferentes para cada indivíduo, portanto é importante estabelecer esses objetivos, decidir quando vocês querem realizá-los e quanto tempo vai demorar.”

Quando você pretende se aposentar?

Se você está se casando aos 30, aposentadoria pode parecer uma coisa distante. Mas pode estar mais perto do que você pensa, especialmente se seu cônjuge está pensando em aposentar-se um pouco mais cedo.

“Algumas pessoas podem querer se aposentar aos 50 anos e outras podem querer se aposentar aos 70 – ou nunca se aposentarem”, diz Burke.

Descobrir porque seu futuro cônjuge quer se aposentar em uma determinada idade, pode revelar metas ou receios mais profundos. Ele tem medo de ficar sem dinheiro na aposentadoria por isso quer trabalhar para sempre? Ele quer se aposentar mais cedo para viajar pelo mundo? Vocês podem ajustar seus gastos e poupança para atingir os objetivos de ambos.

Quais são seus ativos e passivos?

Uma vez que viram essa fotografia geral, é hora de apresentar os fatos – todos eles. “Ninguém quer surpresas”, diz Van Cleve. Se você tem dívidas ou ativos que nunca disse ao seu parceiro, é hora de jogar completamente limpo. Certifique-se que ele sabe exatamente o que está em seu nome no caso de algo acontecer com você.

Eis algumas questões essenciais que devem ser abordadas:

  1. Contas de poupança

    No momento em que se casam, por padrão, os bens construídos a partir do matrimônio são partilhados igualmente. É importante que seu cônjuge saiba de todos investimentos, planos de previdência e seguros de vida existentes em seu nome caso algo aconteça com você.

 

  1. Beneficiários

    Nos seguros de vida e contas de investimento é necessário ter indicado o nome do beneficiário no caso de sua morte. “Agora que você está vivendo a dois “, diz Smith, “você vai precisar atualizar sua lista e parte percentual dos beneficiários (em caso de seguros de vida) com base no que é apropriado para sua situação particular”.

 

  1. Dívida

    “Se alguma pessoa no relacionamento estiver com dívidas, é importante ser honesto e contar a situação”, diz Van Cleve. “Então, podem traçar juntos um plano para quitar as dívidas e selar o compromisso de não contrair novas “.

 

Uma vez identificados seus ativos, anote tudo e mantenha-o em um local onde seu parceiro possa encontrá-lo. Inclua informações de login, números de telefone e qualquer outra coisa que ele precisaria para acessar esses recursos.

(a) United Services Automobile Association
Fonte: http://www.businessinsider.com  – Traduzido e adaptado por Professores do Sucesso

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By | 2017-05-03T15:17:40+00:00 5 de maio de 2017|Educação Financeira, Sucesso Financeiro|